Pix Automático: Novo sistema de pagamentos recorrentes no Brasil explicado

3 min read Sep 2025

O Pix Automático é a mais recente inovação do Banco Central do Brasil, que visa transformar a forma como os brasileiros lidam com pagamentos recorrentes. A partir do dia 16 de junho de 2025, o Pix Automático estará disponível para a população, permitindo que débitos futuros, como contas de serviços públicos, mensalidades escolares e assinaturas de streaming, sejam pagos automaticamente, sem a necessidade de autenticação a cada transação.

Para os comerciantes, o Pix Automático promete a recorrência dos cartões, mas sem taxas de intercâmbio, fricções de boleto ou risco de chargeback. As projeções já estimam que esse modelo movimente US$ 30 bilhões em volume de e-commerce nos dois primeiros anos.

Para os comerciantes, o Pix Automático promete a recorrência dos cartões, mas sem taxas de intercâmbio, fricções de boleto ou risco de chargeback. As projeções já estimam que esse modelo movimente US$ 30 bilhões em volume de e-commerce nos dois primeiros anos.

Como o fluxo funciona — do ponto de vista do usuário

Etapa O que o pagador vê O que acontece por trás dos bastidores
Adesão / Cadastro • A página do comerciante exibe um QR Code, notificação push ou uma lista de participantes integrada. • O pagador confirma no app do banco (com PIN ou biometria). Um objeto Rec (no fluxo via PSP) ou um consentimento Open-Finance (no fluxo via ITP) é criado no banco do pagador.
Execuções recorrentes • Nenhuma ação adicional; o pagador apenas recebe alertas antes de cada cobrança. • Ele pode cancelar a qualquer momento pelo app do banco. O comerciante (ou PSP/ITP) envia uma solicitação agendada; a liquidação ocorre instantaneamente; até 3 tentativas automáticas em sete dias se não houver saldo na conta.


A experiência do usuário fica entre a conveniência do card‐on-file e a transparência do débito automático: uma autenticação única com segurança reforçada, e depois tudo ocorre de forma automática.

Por que os comerciantes devem adotar

  • Menor custo por transação – sem taxas de intercâmbio, sem reserva para chargebacks e com preços mais baixos;
  • Menos pagamentos perdidos – liquidação instantânea + tentativas automáticas reduzem falhas em comparação com boletos e cartões;
  • Melhoria no fluxo de caixa – os fundos são liquidados em segundos, não em T+30; isso libera capital de giro para negócios por assinatura e contas recorrentes;
  • Alcance universal – o Pix já cobre mais de 150 milhões de brasileiros; adicionar uma camada de mandatos amplia a conversão além dos ~35 milhões de portadores de cartão que conseguem armazenar um token.

Fluxos via ITP (Open Finance) vs. Fluxos via Adquirente/PSP — principais diferenças

É importante entender as diferenças entre os dois tipos de fluxos do Pix Automático. Ambos oferecem vantagens, mas existem nuances que os comerciantes devem considerar ao integrar o Pix Automático ao seu sistema de faturamento.

Infraestrutura de pagamentos via ITP / Open Finance Infraestrutura de pagamentos via Adquirente / PSP
Licença Iniciador de Transação de Pagamentos (ITP). Participante direto ou indireto do Pix.
Onde vive o consentimento O banco do pagador armazena o CNPJ do comerciante + ID do ITP. O banco armazena CNPJ do comerciante + ISPB do PSP + conta e agência.
Portabilidade bancária O comerciante pode redirecionar débitos Pix futuros para qualquer conta bancária — ou até trocar de PSP — sem nova autorização do cliente. Com a trilha via Open Finance, o mandato está vinculado à conta do PSP. É possível mudar o banco de recebimento, mas trocar de PSP ou conta exige nova autorização do cliente.
Caminho de liquidação D+0 direto na conta BRL do próprio comerciante. Os fundos caem primeiro na conta do PSP e só depois são liquidados na conta do comerciante.

Jornadas do Cliente em um relance

Jornada Tipo de fluxo Como o pagador inicia O que o pagador faz na tela
1. Redirecionamento para o Banco ITP / Open Finance O widget do comerciante lista os bancos participantes → o pagador escolhe um → redirecionamento automático via OAuth para o app do banco escolhido. • Faz login uma vez. • Revisa o nome/CNPJ do comerciante, limite de valor e frequência. • Clica em Autorizar e autentica → retorna para a página de sucesso do comerciante.
2. Notificação no App Adquirente / PSP O comerciante (ou seu PSP) envia uma autorização pendente para o app do banco do pagador. • Abre o Pix Automático → Autorizações pendentes. • Revisa o nome do comerciante, CNPJ, regras de valor e frequência. • Clica em Confirmar (ou Recusar) e autentica (PIN/biometria).
3. QR — apenas recorrência Adquirente / PSP O comerciante exibe um QR dinâmico contendo apenas os dados da recorrência. • Escaneia o QR com qualquer leitor Pix. • Revisa os detalhes da recorrência. • Confirma e autentica uma única vez.
4. QR — primeiro pagamento + recorrência Adquirente / PSP O comerciante exibe um QR único com uma cobrança Pix imediata e o mandato. • Escaneia o QR. • Revisa a cobrança e a recorrência na mesma tela. • Paga agora — o pagamento serve como autorização futura.
5. QR — pagar/agendar e depois aderir Adquirente / PSP O QR contém a cobrança; o mandato é oferecido na tela de recibo. • Escaneia → paga (ou agenda) a cobrança primeiro. • No recibo, clica em “Ativar Pix Automático” (opcional). • Confirma e autentica novamente.

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O Pix Automático vai revolucionar o mercado de pagamentos recorrentes no Brasil, oferecendo soluções mais rápidas, seguras e com maior controle tanto para consumidores quanto para empresas.

Essa nova funcionalidade do Banco Central traz benefícios imediatos, como a redução de custos operacionais, a melhoria no fluxo de caixa e o aumento da satisfação do cliente.

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